alguma bagunça no ônibus?

Sequoia

 

Aqui vou eu, pra narrar a construção de um pensamento que veio através de um insight. Alguns diriam que estou viajando completamente, e, in fact, é isso mesmo que estou fazendo.

Numa noite de insônia, tpm e ansiedade extremas, estava baixando outro milésimo episódio de “sex and the city”, pra me acompanhar nessa noite agitada e solitária. Há palavras que precisamos digitar para baixar os episodios no site, que aparecem ao acaso. Ou não. Nesse caso, apareceu “sequoia”. Essa palavra familiar, mas totalmente estranha saltou aos meus olhos. E eu aqui, em busca de um sinal quântico pra alguma coisa, faregei algo distinto.

Inspirada também pelo Sherlok Holmes que vi hoje, bati no google: significado de sequoia. Árvore grande, milenar… blablabla… E “cipreste sequoia, a árvore utilizada pra construir a arca de Noé”. Pimba! Vamos aos significados que aprendi a ler no meu querido curso de naturologia aplicada. O óleo essencial de cipreste é utilizado, além de em várias propriedades curativas tradicionais, de maneira arquetípica. O arquétipo do cipreste é “a morte”. A morte de uma fase, de um relacionameto, de alguém. De um pedaço de si mesmo. Também vimos isso na matéria de Tanatologia, na faculdade. Bom. E a arca de Noé… Ele escolheu apenas dois casais de cada espécie para levar na arca. Selecionou, para garantir a reprodução e a continuidade.

E aqui estou eu, atônita. Pois acaba de acontecer uma grande morte na minha vida. Ela já vem acontecendo. Ela já aconteceu. A morte de uma Clara que pesava 12 kilos a mais, que mantinha os cabelos longos por medo de cortar, que tinha medo de viajar, que tinha apego às roupas que não usava mais. Que tinha medo de largar tudo. Que ainda tem medo da morte. E acabou de nascer uma nova Clara. Todos os rflexos das mudanças internas estou no meu corpo. No meu cabelo, nos meus quadris, nas minhas unhas, nas minhas células. A morte de uma fase em Florianópolis. A doação e venda de todos os meus bens atuais. De um apartamento bonito e confortável, de roupas de cama sem ácaros, de ser sustentada. O pensamento fixo de que só carregarei o necessário pra essa nova etapa. Pra viagem. Pra minha jornada rumo ao desconhecido. Estou escolhendo meus animais pra colocar na minhas pequena arca, no caso, uma mala que quero levar.  Que não quero que pese como tem pesado ultimamente.

A morte de uma Clara que não está feliz. De agora em diante, só quero carregar o que consigo, sem dor nas costas. E como toda morte, surge o nascimento. De muitas coisas novas! De trocar de pele, de reciclar. De deixar tudo que não em serve, que pode ser útil pra alguém. De doar. De receber todos os presentes que a vida me dá, e de demonstrar meu amor e gratidão por todos e por tudo que me cerca. Gracias a la vida!!! World, here I gooooo!

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